Água com cloro faz mal para cachorro? Entenda os riscos

Ao sair de casa com o pet, é sempre importante garantir que ele tenha certas necessidades atendidas, entre elas, a hidratação. Porém, o que fazer quando você está sem bebedouro ou garrafinha para seu peludo, e a fonte de água mais próxima é a piscina, será que água com cloro faz mal para cachorro? É isso que você descobre agora!

 

Afinal, pode dar água da piscina para o cachorro matar a sede?

Como muitos imaginam, beber água com cloro faz mal. “A água da piscina não é própria para consumo animal e humano, pois possui alta concentração de cloro, substância química que pode irritar a mucosa da cavidade oral e o trato intestinal do pet”, alerta a Dra. Bruna de Lacayo, médica-veterinária clínica geral da Seres Maracanã, no Rio de Janeiro.

No geral, muito cloro na água faz mal. Dependendo da quantidade ingerida e da sensibilidade de cada indivíduo, a ingestão pode causar vômitos, diarreias e até queimaduras das mucosas.

Por isso, nunca deixe que seu amigo de quatro patas tente matar a sede com a água da piscina. Ao perceber que o pet está com calor e deseja se hidratar, tenha um recipiente de água para cachorro ou providencie água fresca e limpa para ele.

Ingestão acidental de água com cloro: o que fazer?

Por mais que água com cloro faça mal para cachorro, se você flagrou seu companheiro bebendo água da piscina, não se desespere! Mantenha a calma, mas fique atento para possíveis sinais de complicações.

De acordo com a Dra. Lacayo, caso a quantidade ingerida for pequena, a recomendação é estimular o pet a beber água potável e observá-lo atentamente durante algumas horas. Conforme ela explica, a água filtrada para cachorro ajuda a “diluir” a concentração de cloro, estimulando uma eliminação mais rápida.

Já se a quantidade ingerida for muito grande ou se o pet apresentar sintomas irritativos, será necessário levá-lo para uma consulta com um especialista com urgência.

“Se a ingestão tiver ocorrido em até duas horas, pode ser realizado um procedimento chamado ‘lavagem gástrica’, no qual o médico-veterinário tenta retirar o máximo da substância que ainda esteja presente no estômago do animal”, explica a Dra. Lacayo. “Também podem ser prescritas medicações à base de carvão ativado para tentar absorver as toxinas ingeridas”, completa.

Como a água com cloro faz mal para cachorro, ela compromete a saúde física do peludo e pode causar os seguintes sinais: salivação excessiva, ocorrência de vômitos e/ou diarreia, prostração, perda de apetite e dificuldade para mastigar e deglutir os alimentos, segundo a veterinária.

 

Atenção a outros produtos que podem conter cloro!

Além da água da piscina, diversos produtos presentes em nossa casa podem conter cloro e outras substâncias tóxicas para os cachorros, como é o caso dos produtos de limpeza.

Ainda que o próprio odor forte desse tipo de produto tende a manter o pet afastado, acidentes acontecem. Por isso, procure manter alvejantes e outros produtos de limpeza em locais fechados e de difícil acesso para os cães.

Outros riscos do cloro e da piscina para os cachorros

A esta altura, você deve estar convencido de que água com cloro faz mal para cachorro, de modo que você nunca deve permitir a ingestão, apenas a água para cachorro que seja fresca. Porém, saiba que existem outros riscos associados ao cloro e à piscina.

“O cloro presente na água da piscina pode ser perigoso não somente quando ingerido, mas também quando entra em contato com a pele do cachorro, especialmente se o pet não tomar banho com produtos específicos após sair da piscina”, alerta a Dra. Lacayo.

“Dermatites e descamações podem surgir como reações de hipersensibilidade ao composto químico, sem contar a possibilidade de desenvolvimento de alergias e infecções de pele e ouvidos, desencadeadas por agentes fúngicos ou bacterianos, sendo os mais associados ao fato de o pet permanecer úmido do que propriamente o contato com o cloro”, completa.

A veterinária destaca o risco de irritações devido ao contato da substância com os olhos do cachorro. Para aqueles que desejam nadar com o pet na piscina, ela recomenda conversar com um médico-veterinário para ele dar instruções de como fazer isso de maneira segura, gradual e confortável para o peludo.

Finalmente, a equipe de veterinários da Petz ressalta o aumento no número de casos de afogamento no verão, pois, embora muitos cães sejam capazes de nadar, dificilmente eles conseguem sair da piscina por conta própria.

Portanto, mantenha a piscina fechada sempre que não puder monitorar o local. Lembrando que algumas raças, como as braquicefálicas, têm mais dificuldade para nadar e requerem atenção redobrada.

Fonte: Petz

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